"Quantas crianças foram mortas dessa vez?"
- Ismênio Bezerra
- 5 de abr. de 2023
- 4 min de leitura
Diante do triste acontecimento na creche em Blumenau, é importante que todos nós, como sociedade, reflitamos sobre como podemos agir para prevenir futuras tragédias.
A canção "A fonte" do Legião Urbana é uma canção que fala sobre amor e esperança em meio às dores profundas da guerra. A frase "quantas crianças foram mortas dessa vez?" é uma crítica à guerra e à violência que vitimiza inocentes. A letra da música é um apelo à paz e à compaixão, e busca inspirar as pessoas a lutarem contra a violência e a construírem um mundo melhor.

O ataque à creche em Blumenau, Santa Catarina, chocou todo o país nesta terça-feira. A notícia de que um homem invadiu a creche com uma machadinha, matando quatro crianças, deixou todos nós consternados e preocupados com a segurança das nossas crianças. Infelizmente, esse não é um caso isolado. O Brasil tem um histórico de violência que afeta crianças, adolescentes e jovens, e a reincidência desses casos é alarmante.
Nada pode justificar a barbárie que aconteceu na creche em Blumenau. Esse tipo de violência é fruto de uma sociedade doente, onde a saúde mental é negligenciada e a promoção de discursos extremistas tem sido mais valorizada do que a busca pelo equilíbrio emocional. Precisamos reconhecer que a violência não pode ser a resposta para nossos problemas e que é necessário buscar alternativas para garantir um futuro mais seguro e pacífico para nossas crianças e jovens. É preciso que a saúde mental seja uma prioridade em nossa sociedade e que haja um investimento real em políticas públicas para prevenção da violência e promoção da saúde emocional.
No calor das emoções, é comum ouvirmos pessoas pedindo mais armas como elemento de prevenção e proteção. No entanto, a experiência de outros países nos mostra que essa não é a solução. Países com alto índice de armamento, como os Estados Unidos, têm frequentes casos de violência em escolas e creches, mesmo com a presença de guardas armados.
O desarmamento é parte da política de segurança pública em países como a Nova Zelândia, onde a polícia não usa armas (exceto em casos extremos) e a campanha de desarmamento é constante. E o resultado é claro: não se tem notícias de assassinatos ou massacres em escolas, nem mortes de policiais em serviço ou fora dele. Precisamos aprender com esses exemplos e adotar políticas públicas que priorizem a cultura de paz e o desarmamento.
É importante lembrar que a violência não é apenas física. O Brasil tem altos índices de violência psicológica, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de negligência e abandono. Esses problemas estão diretamente relacionados à desigualdade social, ao acesso precário à educação e à saúde, à falta de políticas públicas efetivas de proteção à infância e à juventude.
Por isso, a comoção generalizada que sentimos diante desses casos de violência precisa se transformar em ações concretas. Precisamos cobrar das autoridades políticas a implementação de políticas públicas que garantam a proteção e o desenvolvimento saudável das nossas crianças e adolescentes. É preciso investir em educação, saúde, esporte, cultura e lazer para que nossos jovens tenham oportunidades de construir uma vida digna e plena.
A violência que afeta nossas crianças e adolescentes não é um problema que pode ser resolvido apenas com armas. Precisamos de políticas públicas que enfrentem as raízes desse problema e que promovam a cultura de paz. A proteção e o desenvolvimento saudável das nossas crianças e jovens são responsabilidade de toda a sociedade, e precisamos agir juntos para garantir um futuro melhor para eles.
É importante lembrar que em casos de ataque às escolas, como o que ocorreu em Blumenau, não devemos compartilhar imagens do criminoso, do massacre ou de símbolos que possam ser usados como troféu pelo crime. Isso pode incentivar outros a fazerem o mesmo, criando uma espécie de competição pelo maior número de vítimas. Além disso, compartilhar essas imagens pode causar mais trauma às famílias das vítimas e à comunidade escolar. É fundamental que nos mantenhamos solidários com as vítimas e seus familiares, e que não propaguemos o discurso de ódio ou a violência.
Gostaria de expressar minha solidariedade às famílias das crianças, que foram vítimas deste ataque brutal e sem sentido. Nenhum pai ou mãe deveria ter que enfrentar a perda de um filho, especialmente em circunstâncias tão trágicas como essa. Minha solidariedade também se estende à comunidade escolar, que agora precisa lidar com o trauma e o luto após este ato de violência sem sentido. E aos cidadãos de Blumenau, minha solidariedade e apoio nesta hora difícil. Que possamos nos unir para superar esta dor e buscar um caminho de paz e segurança para as nossas crianças e jovens.
Ismênio Bezerra
É necessário que tenhamos compaixão com as famílias das vítimas e com a comunidade escolar, e que não compartilhemos imagens ou símbolos que possam incentivar a violência. Devemos pensar em formas de promover a cultura da paz, sem recorrer a soluções simplistas e perigosas, como o armamento.
Precisamos nos unir em busca de soluções concretas e efetivas para garantir a segurança para todos os cidadãos, sobretudo para nossas crianças e jovens nas escolas.
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