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Carnaval, comportamentos e valores numa perspectiva cristã.

Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos aqui e ali cometidos por foliões, ou o farisaísmo ou a falta de caridade por parte de quem se julga melhor ou mais santo por não brincar o carnaval. Carnaval é a alegria popular.

Dom Hélder Câmara


O comentário de Dom Hélder Câmara é bastante coerente e assertivo em relação à questão do carnaval. Ele coloca em perspectiva a questão dos excessos cometidos por foliões durante a festa e o julgamento hipócrita por parte daqueles que se consideram superiores por não participarem do carnaval.

Ao dizer que não sabe o que pesa mais diante de Deus, se os excessos cometidos por foliões ou o farisaísmo de quem se julga superior, Dom Hélder Câmara deixa claro que ambos os comportamentos são problemáticos e merecem ser analisados com cuidado.


Por um lado, a festa do carnaval é uma tradição popular que remonta a séculos e que traz alegria, diversão e descontração para muitas pessoas. No entanto, como em qualquer evento, existem pessoas que podem se exceder e acabar cometendo excessos, seja por meio do consumo de álcool ou drogas, seja por meio de comportamentos inadequados.


Por outro lado, o julgamento hipócrita e a falta de caridade por parte daqueles que se consideram superiores por não brincarem o carnaval também são comportamentos problemáticos, pois mostram uma falta de empatia e tolerância para com as escolhas e tradições dos outros.


Ao afirmar que o carnaval é alegria popular, Dom Hélder Câmara reforça a ideia de que a festa é uma expressão da cultura e da identidade do povo brasileiro, e que deve ser respeitada e valorizada como tal.


Dom Hélder Câmara é bastante coerente e assertivo, pois coloca em perspectiva os diferentes aspectos envolvidos na questão do carnaval e nos lembra da importância da empatia, da tolerância e da valorização das tradições culturais do nosso povo.


O versículo citado em Mateus 15:18, onde Jesus afirma que o que sai da boca provém do coração e contamina o homem, pode ser aplicado a diversos aspectos da vida, incluindo a questão do carnaval e do julgamento preconceituoso.


Muitas vezes, as pessoas se sentem no direito de julgar e condenar outras por suas escolhas, comportamentos e crenças, sem considerar que suas próprias atitudes podem ser igualmente problemáticas. O julgamento preconceituoso é um reflexo do que está no coração da pessoa, como suas crenças e valores, e pode levar à discriminação e ao afastamento de outras pessoas.


Porém, o carnaval em si não é o problema. A festa pode ser uma oportunidade de celebrar a vida, a cultura e a diversidade, e muitas pessoas participam do carnaval sem comprometer seus valores ou prejudicar os outros. O problema está no julgamento preconceituoso que muitas vezes é associado à festa, como a ideia de que as pessoas que brincam carnaval são imorais ou pecadoras.


Mas o que realmente contamina o homem, segundo Jesus, são as atitudes e intenções do coração, que se manifestam em palavras e ações no dia a dia. O julgamento preconceituoso e a discriminação são exemplos disso, mas também há outras atitudes que podem contaminar o homem, como a ganância, a inveja, a vaidade, entre outras.


Jesus foi um mestre que pregou a compaixão, a tolerância e a empatia para com todos os seres humanos, independentemente de suas escolhas, crenças ou comportamentos. Ele não condenou a festa do carnaval, nem qualquer outra manifestação cultural, mas criticou o comportamento hipócrita dos fariseus, que se sentiam no direito de julgar os outros e se colocavam acima das pessoas comuns.


Na verdade, Jesus criticou fortemente a hipocrisia e a falta de humildade que muitas vezes encontrava nas lideranças religiosas de seu tempo. Ele ensinou que o amor e a compaixão devem ser os pilares da conduta humana, e que as pessoas não devem se sentir superiores aos outros por causa de suas crenças ou posições sociais.


Para Jesus, não é o fato de brincar carnaval que vai condenar alguém, mas sim o comportamento hipócrita e julgador que muitas vezes se encontra dentro das religiões e igrejas. Ele alertou seus discípulos para que não se deixassem contaminar pelas atitudes dos fariseus, que se consideravam superiores aos demais e se colocavam em uma posição de julgamento e condenação.


Ao invés de julgar ou condenar as escolhas e comportamentos dos outros, devemos nos preocupar em cultivar uma vida baseada em valores positivos, como amor, compaixão, respeito e humildade. Se realmente desejamos mudar o mundo, precisamos começar por nós mesmos, trabalhando em nossa própria transformação pessoal. O carnaval não é o problema, o problema está no julgamento preconceituoso e nas atitudes que contaminam o coração e a alma do homem.


Assim, é importante lembrar que as escolhas pessoais de cada indivíduo não devem ser alvo de julgamento ou condenação por parte de outras pessoas, especialmente daqueles que se consideram religiosos. O verdadeiro seguidor de Jesus deve buscar a compreensão, a tolerância e a empatia para com todos os seres humanos, independentemente de suas escolhas ou comportamentos, e trabalhar para construir uma sociedade mais justa, solidária e fraterna.


Ismênio Bezerra

O carnaval é uma celebração que valoriza a alegria contagiante das pessoas, trazendo cor, música e dança para nossas vidas.


É hipócrita julgar as pessoas que brincam carnaval como se fossem moralmente inferiores, enquanto se ignora a corrupção e a injustiça que imperam na sociedade.

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