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Páscoa: quando o amor ressuscita, a morte perde.


A Páscoa não é apenas uma data. Não é apenas uma tradição, um almoço em família ou chocolates espalhados pela casa. Para os cristãos que verdadeiramente conhecem Jesus, a Páscoa é a maior prova de amor da história.


Jesus não foi apenas um símbolo. Foi um homem de carne, osso, lágrimas, medo, cansaço e dor. Sentiu fome, angústia, abandono e sofrimento. Foi traído por quem caminhava ao seu lado, negado por amigos, humilhado, preso, torturado e condenado. Recebeu espinhos, açoites, cuspes, pancadas e uma cruz pesada demais para qualquer ser humano carregar sozinho.


Mas o que torna Jesus extraordinário não é apenas o fato de ter sofrido. É a forma como sofreu.


Mesmo diante da crueldade, Ele escolheu amar.

Mesmo diante do ódio, Ele escolheu perdoar.

Mesmo diante da violência, Ele escolheu não revidar.

E talvez uma das frases mais impressionantes de toda a humanidade tenha sido dita justamente no momento em que mais doía: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”


Jesus entendeu uma lógica que o mundo ainda tem dificuldade de compreender: a lógica do amor sem medida. Um amor que não depende de merecimento. Um amor que não ama apenas quem é bom, fácil ou justo. Um amor que alcança inclusive quem erra, trai, machuca e destrói.


A ressurreição é a resposta de Deus a toda dor, injustiça e sofrimento humano. É como se Deus dissesse ao mundo que a morte não vence, que o ódio não vence, que a crueldade não vence, que o amor sempre terá a última palavra.


A cruz parecia o fim. O túmulo parecia o silêncio definitivo. Mas a ressurreição transformou a derrota em esperança, a dor em sentido e a morte em vida.


Por isso, Páscoa é renascimento. É renascimento do amor, da fé, da esperança, da compaixão e da capacidade de recomeçar. É acreditar que mesmo depois da pior dor, ainda pode haver vida. Mesmo depois da escuridão, ainda pode nascer luz. Mesmo depois das quedas, ainda é possível levantar.


A verdadeira Páscoa acontece quando algo dentro de nós ressuscita: a bondade que estava adormecida, a esperança que estava ferida, a fé que estava cansada, a coragem de perdoar e a disposição de amar novamente.


Porque Jesus não ressuscitou apenas para ser lembrado. Ressuscitou para nos ensinar que o amor continua vivo.


Se este texto tocou você de alguma forma, deixe um comentário se desejar e, sobretudo, compartilhe — o mundo precisa de mais leveza, mais leitura, mais gente disposta a refletir e mais horizontes capazes de iluminar novos caminhos.


Ismênio Bezerra

Bibliografia


BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. 2. ed. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O sentido da Páscoa cristã. Brasília: CNBB, 2023. Disponível em: Acessar texto. Acesso em: 4 abr. 2026.


Igreja Católica. Catecismo da Igreja Católica. Petrópolis: Editora Vozes, 1993.


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Páscoa, centro da fé. Brasília: CNBB, 2026. Disponível em: Acessar texto. Acesso em: 4 abr. 2026.


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Vivermos a Páscoa que celebramos. Brasília: CNBB, 2023. Disponível em: Acessar texto. Acesso em: 4 abr. 2026.


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Páscoa: morte e ressurreição. Brasília: CNBB, 2019. Disponível em: Acessar texto. Acesso em: 4 abr. 2026.


Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Páscoa, triunfo da vida. Brasília: CNBB. Disponível em: Acessar texto. Acesso em: 4 abr. 2026.


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1 comentário

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Claudia Batista
há 2 dias
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cada vez que leio um texto seu fico impactada!

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