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O que não lhe disseram sobre Deus

Atualizado: 2 de mai. de 2023

Um reflexão franca e verdadeira sobre a natureza e características de Deus.


Convido você a refletir sobre a importância de conhecer Deus como o libertador, pois é por meio dessa verdade que se encontra a liberdade verdadeira.


Deus é um conceito central nas principais religiões monoteístas, como o Cristianismo, Judaísmo e Islamismo. Embora haja diferenças nas crenças e práticas entre essas religiões, a crença em um Deus único e onipotente é comum a todas elas. Para os fiéis, Deus é visto como o criador do universo, o provedor da vida e o juiz final de todas as ações humanas. Essa crença em um Deus comum é um exemplo da força e da importância da religião na vida humana, transcendendo fronteiras culturais e geográficas.


De acordo com a ciência, Deus não é uma entidade para explicar a origem ou funcionamento do universo. A ciência se baseia em evidências empíricas e métodos rigorosos para explicar o mundo natural, e a existência de Deus não pode ser examinada ou verificada de forma empírica. Além disso, muitas teorias científicas, como a evolução e a cosmologia, oferecem alternativas para a origem e desenvolvimento do universo que não permitem a intervenção divina. Mas também há cientistas tentando provar a existência de Deus.


Os tópicos a seguir são uma reflexão sobre o que não nos disseram sobre Deus em casa, nas igrejas e nas redes sociais. É comum ouvirmos sobre a bondade e o amor de Deus, mas muitas vezes não exploramos outras dimensões de sua natureza e de seu relacionamento conosco. Este texto apresentará algumas dessas reflexões que podem ajudar a expandir nossa compreensão sobre Deus.


Deus não é intervencionista.

Deus nos concedeu a capacidade de tomar nossas próprias decisões na vida, e isso é chamado de livre arbítrio. Isso significa que nós podemos escolher o caminho que queremos seguir, e Deus não interfere nessas escolhas. O livre arbítrio é um presente valioso que Deus nos deu, porque ele nos permite moldar nosso próprio destino e criar um propósito de vida. Embora Deus não intervenha em nossas escolhas, Ele está sempre presente, oferecendo amor e apoio incondicional, independentemente do que escolhemos. Ele pode nos dar orientação e inspiração, mas cabe a nós decidir como agir. É importante lembrar que o livre arbítrio não significa que estamos sozinhos no mundo. Deus está sempre conosco, nos amando e nos apoiando, não importa o que aconteça.


Deus não é cupido.

Deus não é um cupido e não tem a responsabilidade de colocar pessoas em nossas vidas para termos relacionamentos amorosos. O amor de Deus é incondicional e não pode ser comparado ao amor dos pais, que pode ter limites. O verdadeiro amor é baseado no respeito e na liberdade, e as escolhas em um relacionamento são responsabilidade de cada indivíduo. Não é justo culpar Deus pelas escolhas fracassadas em relações amorosas, pois é preciso ter comunicação, comprometimento e respeito mútuo para ter sucesso e felicidade em um relacionamento. Se alguém afirmar que Deus irá colocar alguém em sua vida, essa pessoa está mentindo e indo contra o livre arbítrio que Deus concedeu a cada ser humano.


Deus não é banqueiro e nem investidor.

É importante entender que Deus não é um banqueiro ou investidor, e não promete deixar ninguém rico. A teologia da prosperidade, que prega que a fé e as doações financeiras podem garantir bênçãos materiais, não tem fundamento bíblico. Na verdade, Jesus falou sobre o perigo de colocar a riqueza como um objetivo principal, dizendo que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Muitas pessoas pensam que doando o dízimo ou ofertas para uma igreja, estarão garantindo a prosperidade financeira de Deus. No entanto, é preciso entender que Deus não funciona como um negociante que faz barganhas com seus seguidores. A fé, o amor e o comprometimento não podem ser comprados ou trocados. Dar o dízimo ou ofertas deve ser encarado como uma forma de agradecer e ser generoso, e não como uma maneira de obter a bênção de Deus. A prosperidade financeira não é assegurada pela doação, mas sim pelas escolhas financeiras e profissionais que fazemos em nossas vidas. Deus valoriza a justiça, a generosidade e a humildade, e não a riqueza material. Portanto, dar dinheiro à igreja ou organização religiosa não garante prosperidade financeira, e a fé em Deus não deve ser usada como uma forma de alcançar riquezas.


Deus não é ufanista e nem carente.

Deus não é um ser humano que precisa de aprovação ou aceitação constante para se sentir valorizado. Deus não sofre de carência emocional, material ou qualquer outro tipo de carência. Ele é infinitamente completo e perfeito, não dependendo do nosso louvor ou adoração para se sentir completo. Embora seja importante para nós oferecer louvor e gratidão a Deus, isso não é uma exigência dele. Na verdade, Deus se alegra mais com as nossas ações concretas de amor ao próximo, do que com as palavras que proferimos. Isso porque o amor ao próximo é uma demonstração prática de fé, comprometimento e coerência, que é mais impactante do que qualquer palavra ou ato vazio. Deus não tem preferência por nenhum povo, cultura ou nacionalidade em particular, e seu amor e cuidado são estendidos a todos os seus filhos e filhas, independentemente de suas origens ou crenças. Ele nos chama para amar uns aos outros e trabalhar juntos para construir um mundo melhor e mais justo para todos.


Deus não é promoter (promotor de festas e eventos)

Deus não é promoter e não se importa com a nossa conta bancária, roupas da moda ou carro de luxo, mas sim com o nosso coração e nossas atitudes. Muitas vezes, nos preocupamos com coisas externas como nossa posição social, financeira e de poder, acreditando que elas são importantes para ganhar a aprovação de Deus. Mas a verdade é que Deus não se importa com esses fatores externos. Em vez disso, Ele valoriza nossas atitudes e a maneira como tratamos as pessoas ao nosso redor. O que realmente importa para Deus é a honestidade, a integridade, a bondade e a compaixão que temos com os outros, independentemente de nossa posição social, financeira ou religiosa. Ele não se importa com nossa riqueza material, mas sim com nossa riqueza interior e nossa conexão com Ele. Todos somos iguais aos olhos de Deus e o amor que compartilhamos com os outros é o que realmente importa.


Deus não é sádico.

Deus não deseja que soframos ou sejamos sacrificados, pelo contrário, Ele quer que vivamos em paz e felicidade. Deus não deseja que soframos ou nos autoflagelemos, Ele quer que vivamos em abundância e felicidade, livre das atitudes negativas que nos afastam dele e dos outros. Infelizmente, a dor muitas vezes foi usada para alienar as pessoas, mas Deus nos chama para viver em amor, compaixão, generosidade e bondade, para servir aos outros e fazer a diferença em suas vidas. Quando abrimos nossos corações para Deus, recebemos sua graça e benção, e somos transformados de dentro para fora. Quando nos entregamos a Deus, recebemos sua graça e bênção, sendo transformados de dentro para fora. Assim, em vez de sacrifício e dor, Deus quer nos dar vida e esperança, guiando-nos para um futuro pleno de significado.


Deus não é egocêntrico, mimado e nem controlador.

Deus não está no controle absoluto do mundo porque Jesus nos ensinou que o Reino de Deus é outro mundo, mas isso não é por falta de poder, pois Deus pode fazer tudo. Deus não é egocêntrico e não controla todas as situações da vida. Tragédias naturais ou humanas não são causadas por Deus, mas sim acontecem dentro do contexto do livre-arbítrio, escolhas e consequências. Ele está presente e cuidando amorosamente de nós em nossas vidas, guiando-nos para um futuro melhor, mas não interfere diretamente nas ações humanas no mundo terreno.


Deus não é cabo eleitoral e muito menos coach da alienação.

Deus é um ser transcendental e divino, que não pode ser reduzido a um objeto a ser usado para fins ideológicos ou políticos. A mensagem do evangelho, trazida por Jesus Cristo, não é uma ferramenta para fins partidários ou eleitorais. A Igreja, por sua vez, não é um comitê político ou organização voltada para o poder secular, mas sim uma instituição que busca propagar a mensagem do amor e da compaixão, levando as pessoas a um relacionamento mais profundo com Deus e com o próximo. O uso da religião para fins políticos ou ideológicos pode ser visto como uma tentativa de manipulação e deturpação da mensagem divina, indo contra os princípios de liberdade e amor pregados por Jesus Cristo. Portanto, é importante lembrar que Deus e sua mensagem transcendem as limitações terrenas e não devem ser usados para interesses egoístas ou partidários. A história da humanidade mostra que sempre que líderes religiosos misturaram a fé com política, isso resultou em grandes atrocidades.


Deus não é patrocinador, muito menos de gente mimada.

Deus espera que, como seguidores de seu filho Jesus, tenhamos mais responsabilidade, amadurecimento e coerência em nossas ações do que simplesmente ficar pregando para os já convertidos. A verdadeira evangelização é libertadora, e não deve estar voltada para alienação religiosa, dízimos e ofertas sem escrúpulos, ou sedução pelos valores doentios da sociedade. A pirâmide de Maslow é uma teoria psicológica que descreve as necessidades humanas em cinco níveis: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Algumas pessoas interpretam essas necessidades como desejos que devem ser atendidos por Deus ou pela vida em geral. Pedir a Deus para atender a todos os nossos desejos terrenos é uma abordagem infantil e egoísta da fé cristã, que não leva em conta as prioridades do Reino de Deus e a responsabilidade que temos de trabalhar para satisfazer nossas necessidades de forma justa e sustentável. Quando Deus enviou Jesus ao mundo, Ele nos deu o maior presente possível. Jesus não apenas nos ofereceu o perdão dos nossos pecados, mas também nos ensinou como viver uma vida de amor, compaixão, justiça e serviço aos outros. Além disso, a sua morte e ressurreição abriu o caminho para a vida eterna, dando-nos a esperança de uma existência plena e abundante. O dom de Jesus é inestimável e, como cristãos, devemos valorizá-lo acima de todas as coisas materiais e terrenas. É através da vida, morte e ressurreição de Jesus que encontramos o verdadeiro sentido e propósito da nossa vida e a salvação. A mensagem de Jesus Cristo nos ensina que devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, confiando que as demais coisas serão acrescentadas


Deus não é um fiscal da fé, é um observador de atitudes.

Tiago 2:24 nos ensina que a fé sem obras é morta e inútil. Deus não é um fiscal da fé, mas está observando as nossas atitudes e ações, e não apenas nossas palavras e crenças. Não adianta colocar a culpa em outras pessoas ou em Lúcifer, é importante assumir a responsabilidade por nossas próprias escolhas e agir com amor, justiça e bondade. Para sermos bons e alcançarmos o reino de Deus, nossas obras contam muito mais do que apenas nossa fé. Sim, é importante ser cristão e ter fé em Deus, mas isso não é suficiente. O que realmente importa é se as nossas atitudes e ações refletem o amor e a vontade de Deus. Devemos amar a Deus acima de todas as coisas e amar o próximo como a nós mesmos, colocando em prática o que aprendemos com Jesus e vivendo uma vida que seja coerente com os seus ensinamentos. A fé sem obras é morta, e por isso é importante que nós, como cristãos, não apenas falemos sobre a nossa fé, mas também a coloquemos em prática diariamente, ajudando os outros e fazendo o bem ao nosso redor. No final das contas, é a vontade de Deus que conta, e não apenas as nossas crenças ou religião.


A afirmação "Deus é e basta" é uma maneira de dizer que Deus é suficiente em si mesmo e que nada mais é necessário além dele. Isso significa que Deus é a fonte de tudo o que é bom e perfeito, e que Ele é capaz de suprir todas as nossas necessidades. Essa ideia está ligada ao conceito de que Deus é onipotente, onisciente e onipresente, ou seja, Ele é todo-poderoso, conhece tudo e está em todos os lugares ao mesmo tempo. Portanto, para aqueles que creem em Deus, Ele é o caminho, a verdade e a vida, e tudo o que precisam está Nele.


Ismênio Bezerra

Devemos ter uma relação direta com Deus e com Jesus, sem intermediários, sem mitos e sem falsas crenças, pois só assim seremos capazes de compreender a verdadeira essência da fé e da espiritualidade.


Se você não concorda comigo, tudo bem. O objetivo aqui é provocar uma reflexão profunda, não ganhar adesistas.

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